terça-feira, 30 de agosto de 2016

DIA INTERNACIONAL DO TUBARÃO-BALEIA

Celebrado anualmente a 30 de agosto

A data surgiu em 2012 com o objetivo de preservar este "bom gigante", que se encontra em perigo de extinção, devido à sua procura pelo Homem, para venda das suas barbatanas e carne, que são vendidas a preços elevados. Também por crescer lentamente, demorando cerca de 30 anos para atingir a maturidade, corre risco de ser capturado antes de se reproduzir.
Em alguns países estão protegidos por lei, mas noutros são caçados constantemente.


De nome científico Rhincodon typus, este tubarão é o maior tubarão e o maior peixe vivo conhecido, chega a medir entre 15 a 20 metros e pesar 12 toneladas. O maior tubarão-baleia já registado pesava 34 toneladas. Possui como características principais uma cabeça larga e achatada, a boca, que mede 5 metros, fica quase na ponta do focinho e na parte interna da boca tem uma centena de fileiras de pequenos dentes em forma de gancho, mas que não utiliza para comer, pois alimenta-se por sucção e filtração. Respiram pelos espiráculos, orifícios que têm atrás dos olhos. Possuem duas barbatanas dorsais e uma cauda que tem a parte superior maior que a inferior. A sua pele pode ter até 10 cm de espessura.

Tubarão-baleia Destiny, do filme Procurando Dory

Por incrível que pareça, este enorme tubarão é uma dócil criatura, inofensiva para o Homem e não é um grande predador dos oceanos. Alimenta-se de pequenos organismos, tais como pequenos crustáceos que formam o chamado plâncton, também comem alguns peixes e moluscos, como as lulas. São encontrados em oceanos quentes de clima tropical.

São animais vivíparos, ou seja, cujo embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe, numa placenta que fornece nutrientes necessários para o seu desenvolvimento, mas não são mamíferos. Já foi encontrada uma fêmea que se encontrava grávida de 300 filhotes de tubarão.






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A MARIA TEM ... UM AMIGO

Quanto vale o teu amigo, Maria?
Não tem preço, o meu amigo.
Chama-se João.
Acaso sabes que não se pode comprar
O sorriso que a amizade faz brotar?


MARIA TEN ... UN AMIGU
Kantu ki bu amigu bale, Maria?
Nha amigu, ka ten présu.
E txoma Djon.
Pur akazu bu sabe ma ka ta kunpradu
Kel surizu ki ta ben di amizadi?


Sabes que o valor da amizade é inestimável e não tem preço, os amigos verdadeiros permanecem na nossa vida para sempre e tornam-na mais saborosa.

 
Ilustração Dawn Beacon

Mas, sabes em que língua se encontra o segundo verso acima? 
Trata-se da tradução do primeiro verso, em cabo-verdiano.


Na sala infanto-juvenil da Biblioteca Municipal encontras a Coleção Todos a ler, composta por 4 livros em língua portuguesa com tradução em cabo-verdiano, romeno, mandarim e ucraniano.


Quanto vale a amizade?
texto de Maria Lúcia Carvalhas
ilustração de Raquel Pinheiro
Editor CERCICA,
Cooperativa para a Educação e Reabilitação de
 Cidadãos Inadaptados de Cascais, C. R. L.



A MARIA TEM ... UM LIVRO 
Quanto vale o teu livro, Maria?
Não tem preço, o meu livro.
Tem todas as histórias do mundo
E, se eu não gostar do final,
Posso mudar, basta inventar.


MĂRIOARA ARE ... O CARTE 
Cât costă cartea ta Mărioara ?
Cartea mea nu are preț.
Toate poveștile din lume locuiesc aici, anume.  
Și dacă una nu-mi mai place,
O schimb cum vreau, și bună pace.
(Tradução em romeno)


A Maria e o João esperam-te na sala dos pequenos, para te apresentarem os seus amigos e para te ensinarem estas quatro línguas.


Podes levá-los para casa ou brincar com eles aqui na Biblioteca.



Ilustração Joy Nelkin Wieder





segunda-feira, 22 de agosto de 2016

VAMOS COLORIR A SEMANA

Através da arte de António Modesto

Ilustrador português de livros infanto-juvenis, 
António Modesto nasceu em Aguiar da Beira em 1957.


Estudou arte e design na atual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde foi assistente, professor associado e presidente do Departamento de Design.
É professor de Design Gráfico na Escola Universitária das Artes de Coimbra.
Nos seus trabalhos reconhece-se um extremo cuidado na composição e no uso da cor, muito fiel ao lápis de cor e à aguarela. Especializou-se na ilustração do conto, tendo ilustrado livros de autores como Maria Alberta Menéres; Ilse Losa; Álvaro Magalhães; Luísa Ducla Soares; José Jorge Letria; Maria Rosa Colaço; Arsénio Mota; António Torrado.





António Modesto contribuiu para criar o Prémio Nacional de Ilustração e deu a conhecer muitos jovens talentos nesta área. Participa com regularidade em exposições nacionais e internacionais de ilustração.



Distinguido e premiado por diversas vezes, com destaque para:
  • Prémio Calouste Gulbenkian de Ilustração de Literatura para Crianças, 1982
  • Menção do V Premio Internacional Catalònia d´ Il Lustració, Barcelona, 1992
  • Vencedor do concurso e autor da mascote Gil da Expo ´98 (com o escultor Artur Moreira), Lisboa, 1993
  • Menção Especial The White Ravens, Internationale Jügend Bibliothek, Munique, 1994 e 1997
  • Diploma de Honra do Prémio Iberoamericano de Ilustração, Sevilha, 1994
  • Nomeado para a lista de Honra do IBBY, International Board of Books for Young People, 1998
  • Nomeado candidato português ao Prémio Hans Christian Andersen, 2002.







quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ABERTO TODA A SEMANA

Sabes que existe um parque de diversões na Sala Infanto/Juvenil da Biblioteca Municipal?

Ilustração Flavia Sorrentino
 
Com carrossel, escorrega aquático, campo de minigolfe, espetáculo de magia, teatro de marionetes, barraca de balões, montanha russa, carrinhos de choque, roda gigante e de aviões, passeios de pónei, helicóptero e comboio, jogos de vídeo, uma casa assombrada,  algodão doce, um café e tudo o que possas imaginar existir num parque de diversões.
 
Estás incrédulo? Não achas possível?

 
As Bibliotecas são lugares mágicos e como tal, tudo pode acontecer.
Não há truques, apenas boa vontade.
Também não é nenhum mistério, pois trata-se do jogo
Monopoly Junior,
 uma versão especial para crianças do clássico jogo Monopólio.
 
Começando na casa de Partida, percorrendo o tabuleiro, vais descobrir um parque de diversões, onde, para além da  aprendizagem, encontras a festa comum nestes espaços.
 
 
Vem até cá, traz os amigos, irmãos ou os teus pais, para se divertirem todos juntos na Biblioteca.



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A QUE SABEM AS TUAS FÉRIAS?

Continua o calor, o sol a brilhar, continuam os castelos na areia, os banhos de mar, continua o tempo a crescer.

Ilustração Aida Emart

Continuam também, as crianças a vir até à Biblioteca Municipal, ver um filme; jogar um jogo; fazer um desenho; requisitar livros para ler em casa; ouvir uma história.


É este o sabor das férias, não ter horários a cumprir, estarmos mais livres para fazer aquilo que queremos (desde que não seja nenhum disparate), deitar e levantar mais tarde, brincar mais com os amigos, conhecer outras terras e outras pessoas, fazer descobertas engraçadas, ficar na praia até tarde e muito mais que nos for permitido.

Ilustração Nathalie Jomard

Juntando a tudo isto, boa companhia que nos deixe mais bem dispostos, alegres e divertidos, que nos faça soltar grandes gargalhadas e temos um verão mais saboroso.
Por isso, convidamos-te a recuar até ao ano 50 antes de Cristo, a uma aldeia gaulesa, onde bravos guerreiros resistem à invasão romana. E quem vais lá encontrar?


Os super heróis
Astérix e Obélix



e ainda Panoramix, Cacofonix, Matasétix, o fiel cão Idéiafix e tantos outros fixes que encontras na vasta coleção de livros de banda desenhada Astérix.

Podes também ver o filme 
"Astérix nos Jogos Olímpicos"
 na Sala Áudio/Vídeo.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

AGORA EU SEI QUE, QUANDO ABRIA UM LIVRO, O MEU AVÔ REGRESSAVA A CASA


É certo que estás de férias, mas sabemos que não deixas a leitura de parte 
e que estás atento aos problemas que afetam o nosso mundo.

Por isso, este fim de semana gostávamos de te sugerir um livro (pequeno, com apenas 70 páginas), que relata a amizade entre dois jovens, o alemão Heinrich e o judeu Jósef, durante a Segunda Guerra Mundial e que se manteve pela vida fora, provando que o afeto e a solidariedade são mais fortes que o horror da guerra e da própria morte. Heinrich passa para o papel - uma espécie de diário - a história dessa amizade, que anos mais tarde o seu neto Henrique encontra.


Esta é também uma maneira simbólica de comemorares o
 Dia dos Avós, no próximo dia 26.

Ilustração de Ozan Küçükusta

O caderno do avô Heinrich
texto de Conceição Dinis Tomé
Editorial Presença


"Eu e o meu avô passámos tardes inteiras a ler nessa sala cheia de livros. O avô Heinrich sentava-me ao seu colo, rodeava-me o corpo com os seus braços quentes e lia-me histórias. A minha avó achava que os livros eram perda de tempo e uma forma disparatada de gastar o dinheiro que tanto custava a ganhar.
- Não ligues ao que diz a tua avó ... - sussurrava-me ele ao ouvido. - Ela não sabe que os livros são portas mágicas para outros mundos. Quando era pequena, ninguém lhe contou histórias. Já viste que tristeza, Henrique?
(...)
Um dia, perguntei-lhe se as histórias o tinham feito adoecer. Ele sorriu, com ternura, e disse-me que as histórias o tinham ajudado a viver."




O título desta mensagem, pertence ao final do livro que
venceu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2012, 
na categoria Literatura Juvenil.




Conceição Dinis Tomé, nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1970.
É professora-bibliotecária no Agrupamento de Escolas Viseu Sul e investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta.

Tem vindo a realizar, em colaboração com docentes de História, uma série de atividades que não deixam as gerações mais novas esquecerem o que foi o Holocausto.
Autora de livros infanto-juvenis, entre os quais História do rapaz que se tornou fazedor de estrelas, vencedor do Concurso de Literatura Infanto-Juvenil Prémio Centro Cultural do Alto Minho, em 2009.







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